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15/04/2008

Inovação como comportamento

Com o universo tecnológico tão presente em nossas vidas, tornou-se comum associar o termo inovação a algo referente a um bem ou produto. Mas inovação significa apenas avanços nesta área?

Inovar vem do Latim innovare que significa tornar novo, renovar. Há uma desconexão muitas vezes deste significado em outras aplicações, como na gestão de negócios, na cozinha, no esporte ou até mesmo nos relacionamentos interpessoais. É preciso considerar a necessidade de inovar como uma questão social, tanto quanto econômica. Esse é o ponto de partida para introduzir novidades em qualquer área.

Reconheço que abordar esse tema e mencionar Steve Jobs (Apple), Larry Page e Sergey Brin (Google), não torna esse artigo tão inovador. Porém, como não citar os nomes desses que tornaram suas empresas estrelas mundiais da inovação? Ao associar a observação, a criatividade e a ousadia, com investimentos em pesquisa e desenvolvimento, num modelo de gestão voltado à cultura inovadora e na capacitação e treinamento de suas equipes. Na Google os pesquisadores estão por toda a parte, não apenas no departamento de P&D. Já a Apple ousa promover uma convenção anual, a Macworld, voltada a surpreender um público sedento por novidades tecnológicas.

As empresas brasileiras não empregam tantos pesquisadores e engenheiros, a exemplo do que acontece em outros países. Atualmente, no Brasil, 89% das pesquisas são realizadas pelas universidades, 11% pelas empresas e o restante é absorvido pelo governo. O biodiesel, a soja para baixas latitudes e o algodão colorido são exemplos da atuação direta do Estado no desenvolvimento da tecnologia.

O Brasil sustenta, a duras penas, a 48ª posição no ranking mundial da inovação. O setor privado apresenta contribuições como a exploração em águas profundas da Petrobrás, as chapas de aço pré-pintadas da CSN, a água de coco em caixinha da One e o sabão em pó em sacos plásticos da Unilever. Alguns exemplos que tornaram essas empresas mais competitivas e representativas no mercado.

Impressionar-se com as revolucionárias novidades tecnologias e acreditar que para inovar é preciso impactar a humanidade, é um engano muito comum. Lembre-se que a inovação está nas pequenas mudanças de comportamento.

Atentar às oportunidades, superar expectativas do seu público, buscar continuamente a qualidade, encontrar novas soluções para corrigir antigos problemas e também renovar as fórmulas bem sucedidas de longa data, são algumas ações que geram um ambiente propício à inovação. Quebre paradigmas, corra mais riscos e desbrave novos territórios, pois é lá que o novo se encontra.


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Luiz Henrique Brito de Souza


Luiz Henrique Brito de Souza
linha Diretor de marketing e negócios da Integrativa e diretor de marketing da ABRH-PB.
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